Linguajar

– Olha, a Mamãe com aquele pijama dos velhos tempos!

Diante dos olhos estupefactos do pai e da mãe:

– É, daqueles tempos em que eu não tinha pai.

Anúncios

32 pensamentos sobre “Linguajar

  1. leiladiniz disse:

    . quase chorei Cris! muita sensibilidade!
    . bj. fique com DEUS.

  2. erika disse:

    Lindo! Um beijo grande, Erika, mãe do João Pedro.

  3. Aryane disse:

    Para quem leu este livro maravilhoso, realmente uma frase dessa deixa qualquer um emocionado!

    http://amoremletras.wordpress.com/

  4. Jamile Gomes disse:

    Minha reação ao ler esse post: “óóó, que lindo!” …
    Divinamente doce e maduro o coração desse pequeno principe.
    Que o Cara lá de cima abençoe esse novopai, esse novo filho e essa nova família.
    Beijos

  5. lahnaw disse:

    Tão feliz por vocês, que nem sei dizer.
    Um beijo, Francisco.
    Que legal pra você.

  6. Suzana disse:

    Um pouco feliz em saber que agora o lugar está preenchido, mas um pouco triste, confesso…preencher o lugar com carinho, afeto e atenção ok, mas ter o privilégio de ser chamado de pai..um pouco demais… fazê-lo pensar ” num tempo em que eu não tinha pai” demasiadamente exagerado…sempre teve pai…um pai que não escolheu se ausentar… deixar a tristeza ir embora não quer dizer substituir um individuo, que ao meu ver, é insubsituivel…fico feliz em saber que a vida continua leve e feliz para vcs…mas que pena que não soube dosar a alegria..que pena que não soube deixar claro na cabecinha dele, que essa nova pessoa (bacana) não é seu pai…é seu melhor e maior amigo, mas não seu pai. marido a gente substitui…pai não! mesmo assim, que a felicidade esteja sempre com vcs..chega de tristeza!

    • odette castro disse:

      Suzana, tenho o privilégio de chamar a Cris de filha, sem me sentir um pouco demais. Como avó do Francisco, sem me sentir um pouco demais, tomo a liberdade de te escrever, sem autorização dos pais dele. Eu convivo com o Francisco desde sempre. Os avós legítimos também. E nós sabemos o que é não saber o que é ter um pai prá chamar de seu. Se você fosse capaz de imaginar a alegria de um menino ao chamar pai, jamais escreveria isto. O avó, em um gesto de grandeza, fez o casamento da Cris e entregou o título de pai ao pai daqui da terra. Porque o que não está mais entre nós, sempre se fez presente e respeitado por todos da família. Por todos que realmente conhecem a história.Francisco tem o direito de ter um pai. E graças aos pais do céu, ele hoje tem. Abraços, Odette

    • Lahna disse:

      um menino que sempre sonhou em sentir-se abraçado pelos grandes braços de um pai, e que encontrou esses braços em outro homem, que não seu pai biológico, só ele pode sentir a alegria imensa de saber que não lhe falta mais a figura paterna.
      não, o pai não escolheu se ausentar, mas de fato, se ausentou. e tenho certeza, nunca será esquecido ou ignorado, pois foi um grande amor, que gerou o maior amor.
      há muito tempo para “deixar claro na cabecinha dele” sobre a realidade dos fatos. por enquanto, deixa estar, deixa curtir, deixa ter um pai e preencher esse vazio que sempre foi tão grande.

      • Obrigada, Lahna. Confesso que o comentário da Suzana me talhou um pouco o sangue. Acho fácil falar da história alheia sem tê-la sentido na pele. E digo isso porque as dores são diferentes para cada um, mesmo que pareçam semelhantes em fatos semelhantes. Se Suzana já perdeu um pai ou um marido, se já teve filhos ou se convive com crianças eu não sei. Penso apenas que é preciso respeito ao falar dos rumos que foram dados à história (e aos sentimentos) de outrem. Um beijo.

    • Suzana, confesso que me senti um pouco agredida pelo seu comentário, e respondo porque senti que o Francisco também foi ofendido, assim como o novo pai dele – o que o cria atualmente. A fala do Francisco resume o sentimento dele, que é o de ter sentido a falta de um pai durante seus primeiros quatro anos de vida. Um sentimento legítimo e que deve ser respeitado – que fique claro, no entanto, que não foi algo transmitido para ele, e sim algo que ele de fato sentia. Meu diálogo com o Francisco sobre a falta do pai dele – falta que me doeu até fisicamente por um bom tempo – sempre foi franco e aberto, sem reservas ou censuras. Quando ele me perguntou sobre o pai, aos 3 anos de idade, logo depois de entrar pra escola e perceber que, diferente dos colegas, faltava a ele um dos personagens da estrutura familiar, eu relatei a ele que o pai havia falecido antes de ele nascer. Ele teve um tempo para assimilar isso, e se expressou de forma bastante saudável, falando de raiva e tristeza, sentimentos imediatamente acolhidos por mim como normais e compreensíveis. O próprio blog http://www.parafrancisco.blogspot.com foi resultado de uma motivação importante: registrar para o Francisco a minha história com o pai dele, de modo que eles não se perdessem um do outro e que, de certa forma, o Francisco tivesse acesso à alegria do pai ao saber de sua vinda, às expectativas e emoções desse pai diante da perspectiva de sua chegada, bem como acesso à história de amor que resultou na vinda dele ao mundo. Logo que ele nasceu, fiz um painel de fotos em seu quarto, com registros do Guilherme comigo, minha barriga, o casal feliz e várias outras referências que o fizessem sentir claramente que, apesar de não estar mais aqui fisicamente, o Gui esperou pelo filho com alegria, ao lado da mulher que amava. Mas o tempo passa e, não sei se você conhece alguma dor semelhante, é preciso seguir em frente. Viver do passado e da tristeza faria de mim uma mãe deprimida, pra baixo, que em nada teria a contribuir para anos de vida vindoura de um menino tão jovem. Graças a Deus e à nossa capacidade de olhar para frente, eu e Francisco caminhamos e acolhemos de braços abertos o Edmundo, que veio a ser meu novo companheiro e, por escolha também do próprio Francisco, inclusive verbalmente, o novo pai dele. Acho um pouco egoísta da sua parte achar que uma criança não pode ter um novo pai, como se isso fizesse o pai biológico deixar de existir. Acho também um pouco precipitado da sua parte pensar que eu é que o fiz pensar que antes ele não tinha um pai e agora tem um pai legítimo. Também não sei se você tem filhos ou sobrinhos, se convive com crianças, mas talvez seja capaz de imaginar que um menino de cinco anos não tem condições de entender o que significam as expressões “pai biológico” e “pai de criação”. Na cabecinha dele, Edmundo é o pai – é cedo para ele entender o que faz um homem ser pai de uma criança. E para mim, Edmundo é o pai sim. Que não elimina o “meu pai Guilherme”, de cuja existência o Francisco está ciente e a quem ele se refere com mais distanciamento, naturalmente. Escrevi um blog (que virou livro) justamente para que o Francisco soubesse que teve um pai maravilhoso. Mas ele merece ter um pai no presente – e eu também mereço ter um marido que seja um pai maravilhoso para o meu filho, sem que isso signifique eliminar personagens ou fatos ou importâncias ou afetos. Você acha que marido a gente substitui e pai não. Eu não penso assim. Nem sinto assim. Tenho uma nova mãe, depois de 18 anos sem a presença da minha. Odette é minha mãe há 4 anos e respeita profundamente a figura da minha mãe biológica. Uma pessoa não elimina a outra, um amor não elimina o outro. A história só fica mais bonita à medida que o tempo passa e que sabemos enxergar a poesia dos acontecimentos. Francisco tem dois pais, eu tenho duas mães e ambos merecemos ser felizes. Você também. Um beijo, Cris.

  7. Posto aqui um texto que escrevi sobre o cuidado que devemos ter ao julgar a dor do outro:

    DORES SEM MEDIDA

    “Já passei por isso”, costumamos dizer. A frase vem geralmente para mostrar que fomos capazes de passar por alguma dor e a ela sobrevivemos, ao contrário de outra pessoa. Gente tem mesmo essa mania de comparação. Competimos até em tamanho de sofrimento.

    Mas, como medir uma dor, senão a nossa?

    Há alguns meses recebi um convite para falar sobre superação em uma entidade que reunia mães de crianças excepcionais. Minha experiência de superação? A perda do namorado quando nosso filho, que hoje tem 3 anos, ainda estava na minha barriga. Encontrei meus caminhos para sobreviver ao luto, mas ele não era só o que me restava. Junto com ele tive a maior alegria da vida: parir meu filho. Vê-lo crescer. Por isso mesmo lisonjeada disse não ao tal convite. Era preciso admitir que não tinha vivência ou autoridade para falar àquelas pessoas. Não tenho filho excepcional – e só quem tem sabe o que isso significa. A nós cabe apenas imaginar.

    É assim com a dor do outro. Ela é do outro, não nossa. Nada podemos falar dela.
    Costumo dizer que o maior problema é o nosso, pois somos nós que temos de resolvê-lo. A maior dor também é a nossa, mesmo que seja uma dorzinha de cabeça. É em nós que ela está. Por isso é tão difícil dimensionar a dor de alguém. Temos a nós mesmos como parâmetro – e sabemos por onde andamos, desde que nascemos. É mais fácil compreender um contexto que estamos bem munidos de informação. O universo do outro é desconhecido demais para que tenhamos domínio dele. Melhor resistir à tentação de julgar.

    “Dói?”, era a pergunta freqüente de quem ainda não tinha tomado a vacina contra o vírus H1N1. Alguns diziam que não, outros descreviam uma dor que começava algumas horas depois da vacina e aumentava ao longo dos dias. E houve os que caíram na cama com febre. Fiz parte do segundo grupo. Doeu muito e cada vez mais ao longo dos dias, mas não posso afirmar que minha dor foi maior ou menor que a da mulher que estava à minha frente na fila da vacina.

    Cada pessoa é única e o mesmo pode se dizer do seu limiar de dor – assim como de sua forma de expressá-la. O médico tem como examinar um paciente pelo seu estado físico; quanto aos sintomas, resta a ele confiar no que o doente diz. Não me parece haver um aparelho para medir a intensidade do sentir.

    Assim se dá com as dores da alma. Como medir o buraco que uma falta faz em alguém, se não somos o outro, se não experimentamos o valor que essa pessoa teve em nossa vida? Não posso dizer que sofri mais ou menos que meu irmão a falta do meu pai. Eram pais diferentes, embora tenhamos ingenuidade de pensar que eram o mesmo. Com cada um construímos uma história recheada de significados que não se medem , não se expressam, não se comparam.

    Não que a dor deva ser cultuada. Não há justificativa para que se paralise nela. Ao contrário: ela pode nos motivar a fazer coisas. Cada um escolhe o que lhe aprouver. Eu falei exaustivamente, contei minha história para o mundo, até encontrar o ponto da escrita. E quando cada momento latente de falta se transformava em um texto delicado, a tristeza virava alegria. Assim a dor se dissolveu. E então pude ver certa beleza nessa incontrolável vida. A dor pode ser um privilégio quando nos leva a outros lugares.

    Cultuar, não. Respeitar, sim. Por não ter medida, cada dor merece antes de tudo o nosso silêncio, o que se estende à forma de reagir a ela, que depende de cada trajetória. E aquilo de que damos conta não nos qualifica em maior ou menor grau. Mesmo que o mundo nos diga o contrário.

    Casais costumam discutir em torno dessa competição sem sentido. “Mas eu já passei por isso”, diz o namorado para a namorada. E torna-se impossível tentar se colocar no lugar do outro. E cessa qualquer diálogo, esgotam-se as esperanças. Acolher o que o outro sente deveria ser a lei primeira do amor.

    E se eu puder dar um conselho, antes de mais nada a mim mesma: não fale de uma dor que você não conhece. É difícil, somos humanos, nem sempre conseguimos. Mas é possível ter isso em mente e não deixe de tentar.

  8. Suzana disse:

    Cristiana, meu comentário não foi para insultar, apenas minha opinião, desculpe, mas como vc já deve estar habituada…afinal, expôs sua vida para que todos pudessem saber e inevitavelmente pudessem palpitar…quando a gente conta sobre sentimentos para pessoas…não podemos nos aborrecer qdo essas pessoas metem os “bedelhos” em nossas vidas! Mas que fique registrado, que com muita magistratura e com muita sensibilidade vc expôs sua vida e sua dor.
    Sim, tenho filhos, tenho dores…já passei pelo mesmo tipo de situação…fui casada duas vezes…a primeira me rendeu 2 filhos…meu marido faleceu e fiquei com uma menina adolescente e um menino de 7 meses…casei de novo…meu segundo marido criou meu filho João Pedro como se pai dele fosse…João o chamava de pai…me separei qdo João já estava com 15 anos e seu “pai” então, resolveu que não seria mais pai de João…o excluiu de sua vida..como forma de nos magoar…João não precisava passar por aquilo, afinal, seu verdadeiro pai nunca o excluiu…6 anos depois, meu então ex marido foi diagnosticado com câncer e faleceu aos meus cuidados..deixando tudo de material para João Pedro..como forma de “desculpas”…vc entende que eu não precisava nunca comentar o que ocorreu? Mas achei assim necessário, pois me parece que para vcs, quem não sente o sapato apertar, não pode opinar. Errei Cristiana, errei sim, errei qdo pensei que Beto ( o segundo pai) seria o cara certo… não conhecemos as pessoas, até que elas mesmas queiram nos mostrar quem são..não estou dizendo que seu parceiro seja assim, ou faça assim…mas lhe digo, não precisamos explicar biológico ou quem cria…pai é pai e ponto. Hoje, adulta, podes dizer que tens uma segunda mãe..mas não compare os sentimentos, afinal, vc mesma gosta de afirmar que sentimentos são únicos…então, não pense que seu filho sente o que vc sentiu, mas isso só saberá qdo ele tiver dissernimento e puder ele próprio analisar sua vida!
    Acredito e apoio que uma criança possa e deva ter o direito de ter uma presença..tanto de pai, como de mãe em sua vida, é de vital importancia…quase visceral a necessidade! Mas nunca…nunca fingir estar no mundo da disney e faz de conta que “vc é pai e pronto” . A dor não deve ser cultivada, não falei isso, mas a memória sim, deve ser respeitada….acredito que vc fez o que achava melhor e como eu..o que lhe parecia mais confortável, afinal, chega de dor…me acomodei e deixei rolar..meu filho merecia um pai, ele era um menino lindo e amável, pq só ele não poderia ser digno de um pai? Assim eu pensava…mas fui errada, pois te digo o porque…Porque ele teve um pai e não biológico, pois não foi in vitro e nem uma produção independente, não! ele participou, se emocionou, curtiu cada momento junto de mim…eu não gostaria de saber que outra mulher seria chamada de mãe em meu lugar, o pai de João Pedro não abandonou seus filhos, ele não foi um mau pai…apenas não teve oportunidade de vivenciar isso! Quando a cabecinha de um ser (adulto ou não) é muito bem preparada com segurança, não há necessidade de fantasias…sim, ele precisa de carinho e de identificação masculina, precisa de cuidados, mas não precisa de fantasia a não ser que essa fantasia seja bem explicada que É UMA FANTASIA para satisfazer uma necessiadade momentânea. Para que esse, seja um adulto independente, despido de penas e zelos em excesso. para que ele saiba que a vida não é triste nem injusta, ela nos é dada na medida que devemos suportar, sem lamentar..sofrer sim..lamentar não! Não acho certo simplesmente adotar um individuo e fazê-lo carregar a responsabilidade de exercer o papel que não lhe foi delegado. Errei em fazer isso e digo que só amadureci, depois de 15 anos da perda do pai de João. E mesmo que Guilherme ou Ricardo(pai do meu João) não tivessem morrido e fossem criaturas abominaveis, mesmo assim…eu não acharia certo(hoje penso assim) lhes dar oportunidade de ter outro pai. Não! O pai que foi dado foi aquele e não esse.Perfeito ou não, justo ou não, cada um nessa vida, tem o que merece Cristiana. Desejo mesmo que Francisco seja feliz e saiba crescer forte e que quando for adulto saiba exatamente o lugar das devidas coisas em sua cabeça. Claro que não tem comparação, mas hj sou casada, tenho outro filho, mas mesmo assim, meus três filhos já são adultos..o mais novo já está com 14 anos …João Pedro e Priscila estão cada um com suas vidas e bem resolvidas, mas te digo, se eu pudesse voltar atrás…outro não teria ocupado o lugar de Ricardo, esse título é dele. Mas se conselho fosse bom, a gente colheria uma porção deles numa árvore e os comeria numa linda tarde de verão não é mesmo? Muitas felicidades para vocês, e nem sempre o que fazemos é certo aos olhos dos outros, mas mesmo assim…respeito tua posição, assim como deverias respeitar a minha, pois não devo ser a única a pensar assim, apenas sou a única a expressar!

  9. Lahna disse:

    Eu sempre acho curioso este argumento: você tem um blog, se expõe e por isso precisa ouvir a opinião alheia. Eu me comporto no mundo virtual como no mundo real. Dou opinião se me pedem, se não me pedem, me basta ler o mundo através dos olhos e sentimentos da pessoa que escreve.
    De qualquer forma, assim como nos comportamos de formas diferentes, também temos expectativas diferentes. Se eu partisse hoje, enquanto meus filhos são pequenos, eu gostaria sim que eles pudessem ter uma outra mulher que os tratasse com carinho, ternura e amor, que os respeitasse nas suas individualidades e os ensinasse a ser pessoas de bem, assim como eu faria. E se eles a amassem o suficiente pra chama-la de mãe, isso me faria ainda mais feliz. Tenho certeza de que não seria esquecida, mas gostaria muito que eles sentissem tamanho amor por alguém, e que fossem amados por uma figura feminina de todo o coração, ao invés de ter para sempre um vazio doído.
    Cada um de nós tem seus calos, suas pedras nos sapatos, mas de forma alguma penso que devemos projetar em outros nossas realidades.
    E acima de tudo, acredito que devemos ser eternos otimistas, acreditar no amor, e se o amor existir, deixar que ele cresça sem limites, mesmo que isso signifique nomear uma figura em lugar de outra.

  10. odette castro disse:

    Lahna, você traduziu em palavras meu pensamento de hoje. As pessoas estão achando que podem dizer tudo o que pensam, porque o outro tem blog, tem facebook . Já que eu me exponho, posso e devo aceitar todo tipo de crítica, sem o direito de reagir, porque posso ser qualificada como aquela que não sabe receber críticas. Muito bem escrito e verdadeiro seu pensamento. Minha frustração, meu não acerto é meu. Cada qual tem sua história. Cabe ao outro aceitar, concordar ou não. Mas entrar na história com um veredito, é complicado. E pode ferir.

  11. Suzana disse:

    LAHNA, não conheço sua história, tão pouco me despertou interesse, se não opina nas histórias dos outros, mantenha-se assim..~com todo respeito nem essa e nem a minha saõ as suas histórias..então…desculpa, mas não tenho absolutamente nada a te falar, até porque minha intenção não é bater boca pela internet, só manifestei minha opinião….ou aqui só é bem vindo quem diz amém??

  12. Suzana disse:

    odette, não quis ferir, só mostrar um outro ponto de vista..sem faltar com respeito a dor ou caminho percorrido…despeço-me aqui…paz para sua familia

    • odette castro disse:

      suzana, eu sei disto. Mas tenho mesmo pensado que a internet está permitindo que a gente fale tudo, critique, julgue, com a desculpa de que o outro se expõe. Cada história é uma. Me pareceu que você , de certa forma, teve a intenção de alertar a Cris por uma história sua. Acho que este epísódio pode servir de alerta para todos nós. A gente pode sim, ser contrária a opinião dos outros. Mas o cuidado ao se expressar é sempre bom. E paz para sua família também. Odette

  13. Suzana,

    Entendo sua história e me entristeço por ela, mas penso que não há como viver uma vida se protegendo dos possíveis acontecimentos. Quando amamos as pessoas, até mesmo nossos pais verdadeiros, e quando nossos pais verdadeiros nos amam, ou quando alguém ama alguém, corre-se o risco de sofrer. Mas não acho que devamos deixar de viver as coisas em nome desse medo. Não dá pra nos cobrir de plástico-bolha para que a vida não nos machuque, nem é aconselhável fazer isso aos nossos filhos.

    Também não acredito que expor uma história é obrigatoriamente aceitar todo tipo de palpite ou crítica. Tenho opiniões sobre várias histórias e não saio opinando como se isso fosse obrigação, quase como uma punição à pessoa que resolveu expor sua vida.

    Além disso, vim aqui de novo aos comentários para que você repare a forma como escreveu sua opinião. Você usou as seguintes expressões para opinar sobre minha vida:

    “um pouco demais”, “demasiadamente exagerado” e
    “que pena que não soube dosar a alegria”

    Eu não doso sentimentos. Vivi o sofrimento por inteiro e não vou dosar a alegria. Alegria é alegria e pronto, não tem medida. E agora é hora de ser feliz. Acredito que também seja a sua também.

    Um abraço.

  14. Marina disse:

    Daí a pessoa escreve um blog, para que todo o mundo veja, ela não se nega de aparecer, responde perguntas sobre a exposição da figura, diz que não pensou nisso, que estaria exposta (ahãm sim, sei) Aceita todos os convites para entrevista, daí ela da uma “sorte” e alguém ve cifras em sua história e ela também e escreve um livro sobre a morte do então companheiro e sobre o sofrimento de ter um filho órfão. Daí ela diz para todo mundo que seu blog virou livro com um orgulho mórbido, macabro, surreal! Daí ela entra para o rol das criticadas e se junta a pessoas como valéria zoppello e Adriane Galisteu que enxergaram uma oportunidade de fazer dinheiro e tirar uma casquinha boa da parte ruim da vida. Daí vc me responde: Ela doou alguma parte do dinheiro arrecadado? Não, claro..esse dinheiro é dela, essa fama encima de uma desgraça é dela. Daí quando a sua história já não enche mais linguiça, ela se mete a bancar a entendida de moda(brega) e tem a cara de pau de falar publicamente que “de tudo isso teve uma coisa boa, descobri uma escritora”, corrijo: de tudo isso teve uma coisa boa, descobri uma mercenária.
    Queria ver se esse blog ou esse livro não rendessem nada, daí ela não ia estar preocupada com comentários, mas como rendeu algum pra ela (normal, pessoas adooooram saber das desgraças alheias) então, como rendeu algum pra ela, ela se acha a dona da verdade. O que mais eu acho hilário nessa história é que ela se coloca numa situação de “ó pobre de mim”, “não falem nada contrário ao que escrevo”..e ainda se diz escritora, não recebe críticas, não recebe comentários mais duros, não, só quer receber afagos!
    Ta na chuva é pra se molhar sim! Não quer ser criticada pela falta de bom senso? Então não publica pra todo mundo ler..escreve um diário e guarda numa gaveta pra teu filho ler um dia. Acho bonito que usa de um meio público pra falar de uma história privada e ainda fica magoadinha se alguém aperta o calo dela!
    Graças a tudo que aconteceu ela virou celebridade! Uhul!!! Quem saiu perdendo nessa história toda foi o pobre rapaz que teve sua imagem exposta sem sequer ser perguntado, teve seu filho doado para outro e ainda ela pensa que está certa. Uma pessoa totalmente problemática, escondida atrás de tatuagens (de mal gosto diga-se) . Por que não escreveu sobre a falta que seus pais fizeram??? Não, não tem graça, não vende livro..o que vende livro é história de Romeu e Julieta..isso da grana né? Se coloca acima do bem e do mal….a intocável…não falem de mim..eu sou a verdade, praticamente uma releitura de Jesus Cristo…só sofreu e só faz o bem( só que com a diferença que Jesus não escreveu a bíblia pra arrecadar dinheiro)

    • Marina, se eu não desse conta de críticas, faria muito simples: moderaria comentários. Não o faço. E corro o risco de ter aqui expostos comentários como o seu, que não têm nenhuma intenção a não ser destilar seu ódio e sua maldade. Ficará aqui exposta a sua pequenez. Não preciso provar pra ninguém o que sou –sei quem sou. Diferente da conversa que tive com Suzana, com você não me alongo nem por mais uma linha. Passe bem.

    • Juliana disse:

      Poxa, até dói saber que existem pessoas pequenas assim no mundo. Ainda bem que do outro lado existem pessoas incríveis como a Cris, e que elas estão criando pessoinhas incríveis como o Francisco (não conheço nenhum dos dois, mas acompanho os blogs da Cris faz tempo e acho difícil fazê- lo sem ter a mesma impressão).

  15. suzana disse:

    Cistiana,sim, é verdade errei a mão ao disparar palavras inadecuadas no comentário…entrei de forma dura. Peço desculpas. De uma maneira muito feia fui leviana. Li teu blog de cabo a rabo e pareceu te conhecer e esqueci que eu sim te conheço um pouco e vc nada ao meu respeito…falei de maneira rude como falaria a uma amiga. Tenho desses deslizes as vezes. E confesso de peito aberto…fiquei com ciumes por guilherme…coisa meio louca…e comparei seu novo amor ao meu antigo amor…mas isso mostra que como nas novelas, as pessoas entram no enredo e discutem com a televisão, esquecendo que tudo não passa de ficção…assim também entrei na trama da vida real, esquecendo que sua história não é igual a minha. Desculpe meus devaneios. Que bom que teve paciência para me domar. Um grande beijo. Quanto a Marina, que pena que despertei isso…que pena que uma criança tenha acesso ao computador e não fique só nos sites de joguinhos, saiu pra se aventurar e de uma maneira fanfarrona pensa que que atingiu alguém…ela deveria levar á sério o seu dom…pois me roubou gargalhadas. Parabéns Marina, sua grande comediante!!

    • Suzana, fiquei encantada por sua capacidade de rever seu comentário e se permitir refletir e mudar de ponto de vista. Isso é nobre e fiquei muito emocionada por sua atitude. Vamos juntas, aprendendo. Eu é que te agradeço por sua grandeza. Obrigada, de coração.

      • Maria Luisa disse:

        Também fiquei emocionada!
        Muito bom ver uma núvem de desentendimento se dissipando…
        Lindo blog, Cris Guerra!

    • Palloma disse:

      Suzana, me identifiquei com seu comentário…
      Meu pai não é presente, depois que se separou da minha mãe nunca mais procurou os filhos… tive sorte de ter tido pessoas incríveis que me deram amor e educação. Meu padrinho me criou, foi um pai para mim (acho que mais do que isso) e mesmo assim nunca consegui chamá-lo como tal… e isso não significa que eu não o ame como pai.
      Cada um é cada um… Só achei um drama em cima de seu comentário, que como você mesma disse, muita gente pensa igual e apenas não se manifesta por aqui.

  16. Não consigo ler um post seu sem me emocionar. É lindo a maneira como trilha o seu caminho. É lindo o seu amor pelo seu filho, pelas pessoas, pela vida. Não deixe de dividir esses momentos prazerosos ao lado da sua família com nós. É incrível o sentimento que nos é transmitido. Pelo menos pra mim é assim. Obrigada e continue…

  17. Cristianne Moreira Linhares Lütterback disse:

    Sei exatamente o que é crescer sem pai, e no meu caso meu pai não morreu, apenas trabalhava demais, o que me privava de sua companhia.
    Entretanto, meu pai tinha amigos maravilhosos, que por muitas vezes supriram a falta dele com maestria. Deram-me conselhos, ajudavam-me quando precisava…
    Nunca me fizeram deixar meu pai de lado, pelo contrário mostraram-me que o que meu pai fazia era por devoção, amor à nossa família, para que nada nos faltasse.
    Acho muito bacana a atitude de Cris Guerra em mostrar à Francisco que ele teve um super pai, mas que por quaisquer motivos (tanto quanto com a morte ou ausência dele – meu caso) ter um outro pai pode sim, ser uma excelente alternativa.
    Vejo que Cris, de forma alguma quis omitir a existência do pai biológico de Francisco, mas a vida continua e deve continuar.

    Beijo, Cris Guerra e jamais deixe de nos emocionar com seus textos, principalmente, Para Francisco

  18. Aynara Streahl disse:

    Cris, você não vai gastar nenhuma linha com Marina mas eu vou e faço questão!!!
    Marina, todas as pessoas tem o direito e o “dever ” de se expressarem, esta na constituição o direito de ir e vir e o livre arbítrio, mas o minimo que devemos ter é educação e se tem uma coisa que meus pais me ensinaram é ter educação e pensar nas pessoas como se elas fossem nós mesmos! Pelo seu comentario, que vc tem todo o direito de ter feito, nota-se sua deselegância e no minimo se você teve ou não uma mãe (porque eu nao te conheço e muito menos quero conhecer) parece que a pobre não soube te educar e te mostrar que ser gentil com as pessoas ou as vezes não se dizer tudo que pensa é muito mais humano e traz menos sofrimento…Você deve ser baixa, do nivel mais baixo que eu ja vi na vida… Se você acha tudo isso que disse da Cris, o que esta fazendo aqui no site dela, comentando um post dela? Na verdade acho que ela te incomoda, porque eu sempre soube meio por alto da historia dela, mas não sabia de tantos detalhes, de livro escrito e etc…acho lindo tudo que ela ja viveu ate hoje, e torço do fundo do meu coração p que ela seja imensamente feliz, com o blog, com o livro, com o novo marido, e com o novo pai para o filho dela… da mesma forma, torço para você ser menos cruel, porque se vem aqui e faz e acontece num comentario tao ridiculo com certeza voce é assim na sua vida tambem. Pobres dos seus filhos!!
    E para Cris posso dizer simplesmente que mais que um comentario idiota existem milhoes de pessoas que a querem bem e a admiram!

    • Cris Guerra disse:

      Obrigada por ser tão carinhosa, Aynara. Infelizmente, muita gente não dá conta de ver alguém dando a volta por cima – e a exposição é sempre vista como algo pejorativo e indigno, mesmo que possa proporcionar trocas bem bacanas. Moramos num país que cultua o sofrimento. E fazer do limão uma limonada ofende muitas pessoas. Paciência. Um beijo pra você e tudo de bom em 2013.

  19. Roberta disse:

    “um pouco demais”, “demasiadamente exagerado” e
    “que pena que não soube dosar a alegria”

    “Eu não doso sentimentos. Vivi o sofrimento por inteiro e não vou dosar a alegria. Alegria é alegria e pronto, não tem medida. E agora é hora de ser feliz. Acredito que também seja a sua também.”

    Cris, sou sua fã! Não dose nunca a alegria de seu lindo menino, nem a sua, não se deve dosar sentimentos que só fazem bem. Vocês são abençoados, sejam muito, muito felizes! E amem-se, em doses cavalares!

  20. Roberta disse:

    Só pra contextualiza minha participação tardia no post (rs), li seu blog há muito tempo atrás, e hoje não sei porque me lembrei e vim ver como estavam as coisas… e, nossa! como estou feliz por ter lido tão boas notícias!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: